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Archive for Abril, 2020

Nos dias 17 e 18 de fevereiro, os alunos do 7º ano tiveram uma primeira sessão sobre esta temática dinamizada pela psicóloga Filipa Viana e o técnico superior de educação Miguel Fernandes do GAF (da Unidade de Apoio à Toxicodependência). No âmbito do Projeto Educar é Prevenir, estes levaram os adolescentes a refletirem sobre os consumos de substâncias psicoativas (SPA) e das dependências na adolescência.

Através da criação de um ambiente de aprendizagem positivo e de empatia, foi possível criar um espaço de reflexão que levou os alunos da turma do 7º E a falarem de forma voluntária e proativa sobre a temática das dependências com ou sem substâncias. Os alunos mostraram-se muito interessados e colocaram dúvidas muito pertinentes, sempre muito bem fundamentadas, realçando as suas competências de comunicação interpessoal e de conhecimentos sobre o assunto. Um exemplo disso, foi um jovem revelar preocupações sobre a toma da Ritalina, outros sobre substâncias prescritas medicamente com o objetivo de saberem se estas entre outras causam dependência.

Para além de determinados consumos que levam à dependência, falou-se também de outras dependências tais como jogos de computador, telemóveis, redes sociais ou as chamadas drogas virtuais. A variedade e riqueza das respostas dos alunos demonstram que, de uma maneira geral, estes valorizam bastante a área do conhecimento e informação no que diz respeito ao das dependências com e sem substância, o que reforça a pertinência destas ações. Foram informados que os adolescentes estão continuamente expostos a comportamentos de risco e que são diversos os meios de contínua exposição a esses fatores, por exemplo, campanhas publicitárias de álcool, do tabaco, influência dos amigos, a curiosidade para experimentar e o desafio à autoridade, dentre outros.

Segundo alguns alunos, a prevenção de condutas de risco faz-se muito na medida em que os pais se envolvem nas suas atividades, ainda que às vezes “ possam parecer que estão a ser chatos”, estabelecendo laços de afeto e um ambiente de diálogo. Esta perceção mostra que estes riscos são reduzidos na presença de famílias que exercem seu papel de proteção em relação a estes comportamentos.

A sessão terminou depois da visualização de um pequeno vídeo que os fez refletir sobre a importância da prevenção como um caminho que devem seguir ao longo do seu percurso escolar e da vida, de forma continuada para ser o mais eficaz possível. Alguns alunos ficaram com vontade de desenvolver ainda mais conhecimentos sobre o tema no futuro pelo que já ficou agendada nova sessão.

De acordo com o PNSE (2015) e o Referencial de Educação para a Saúde (2017), a saúde escolar deve trabalhar a literacia para a saúde, mas também as competências sociais e emocionais dos jovens para lidar com o risco, nomeadamente a influência dos pares e a resiliência, preferencialmente em parceria. Assim, intervir na área da educação para a saúde para a prevenção de comportamentos de risco no domínio dos consumos de substâncias é uma das preocupações da nossa escola.

 

 

 

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