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Archive for Fevereiro, 2018

QUEM SOU EU? A QUESTÃO DA IDENTIDADE DE GÉNERO

 A adolescência é o período que corresponde ao momento de transição da criança para o adulto. Este período abrange a faixa etária dos 12 aos 19 anos aproximadamente; é a fase em que o crescimento físico se vai completando. O jovem amadurece sexualmente e começa a estabelecer a sua identidade, separando-se de sua família. A puberdade ocorre durante os primeiros anos dessa fase, quando acontece a maturação sexual, transformando a criança biologicamente, tornando-se capaz de reproduzir. Esse período de crescimento físico é muito rápido e é acompanhado, além do desenvolvimento dos órgãos reprodutivos, também pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, como os seios nas meninas, barba no meninos e pelos pubianos (ATKINSON, 2002).

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 A maior parte das culturas distingue masculino e feminino através de práticas em quase todas as atividades do quotidiano. A cultura pode definir as características de personalidade que são socialmente adequadas. Os comportamentos adquiridos através da cultura, considerados como apropriados para seu género, corresponde à Tipificação Sexual, por exemplo, um homem pode ver-se como masculino, mas não evitar todos os comportamentos denominados como femininos.

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Vários termos são usados para falar sobre sexo e género:

  • Sexo – refere-se à anatomia da pessoa: masculino, feminino ou não claramente masculino ou feminino (genitais ambíguos ou intersexo).
  • identidade sexual – refere-se ao sexo pelo qual uma pessoa se sente sexualmente atraída.
  • identidade de género – é o modo como as pessoas se veem a si próprias, seja masculino, feminino ou algo diferente (às vezes, chamado de género queer), que pode se situar entre os dois, uma combinação de masculino e feminino, nenhum deles, ou que pode mudar com frequência.
  • papel social de géneros – ignifica como a pessoa se apresenta em público em termos de género. Ele engloba a maneira como a pessoa se veste, fala ou arruma seus cabelos, enfim, tudo o que a pessoa faz para indicar a sua masculinidade ou feminilidade.

Para a maioria das pessoas, a identidade de género está relacionada ao sexo anatómico (de nascença) e com o papel social de género (como acontece quando um homem tem a consciência interior da sua masculinidade e, publicamente, atua de uma maneira que sustenta esta perceção).

De acordo com o sexo à nascença, são formulados estereótipos de comportamento masculino e feminino, com determinadas expectativas em relação às suas atitudes e pensamentos. Contudo, estas construções sociais são consideradas exclusivas pela população trans ou com disforia de género, relegada para um panorama de discriminação e exclusão da sociedade.

Num momento em que há cada vez mais estudos e preocupações relativas à identidade de género, é essencial a sua distinção de sexo. Género sexual não é necessariamente igual ao sexo.

Sexo – é uma classificação científica dos seres vivos baseada em características estruturais e funcionais, nomeadamente hormonas, cromossomas e genitália. Embora na maioria dos casos seja conhecido como “sexo biológico”, o termo não se adequa totalmente ao não conceber possíveis anomalias e variações na anatomia ou cromossomas da pessoa. De maneira a evitar tal erro, “sexo à nascença” foi determinado como termo consensual.

Género sexual –  insere-se no campo social. Consiste no conjunto de expectativas da sociedade em torno do comportamento, atitudes, aspecto ou linhas de pensamento normalmente relacionadas com o sexo à nascença.

Os papéis de género tradicionais, isto é, os estereótipos formados em torno do padrão comportamental de homem e de mulher, têm sido discutidos na maneira em que poderão ser redutores em comparação com os casos recentes de disforia de género de – conceito da psicologia que engloba a ansiedade ou stress de uma pessoa cujo sexo não corresponde ao seu género.

Mais informação, consulta: a entrevista sobre perturbação de identidade de género e/ou de transexualidade.

Perturbação de identidade de género (transexualidade)

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Foi este o tema da sessão de Nutrição e Alimentação realizada para os alunos das diferentes turmas do 6º ano, dinamizada pelos nutricionistas Rute Azevedo e João Rodrigues no auditório e salas de aula da escola sede do agrupamento.

 

Ter uma alimentação saudável é fundamental para todos nós. Para atingir esse objetivo é muito importante conhecermos os alimentos, quais as suas principais características e os seus principais nutrientes. É preciso também saber quais as quantidades diárias que devemos ingerir de cada um, de forma a tentar que a nossa alimentação siga as recomendações da Roda dos Alimentos.

Com o desenvolvimento da sociedade, são cada vez mais os alimentos que sofrem transformações que alteram não só a sua aparência e o seu sabor, mas também a sua composição nutricional. De forma a tentar contrariar esta situação, muito se fala de vários “novos” alimentos (alguns não são mais do que uma recuperação de coisas que já existem há milhares de anos…) que podem e devem ser incluídos na nossa alimentação, de forma a torná-la mais diversificada e saborosa.

Sabendo que não existe nenhum alimento perfeito, é fundamental conhecer as principais vantagens e desvantagens associadas aos novos alimentos. Só assim será possível incluí-los na alimentação de forma equilibrada e saudável.

Bolachas de aveia com açúcar de coco e farinha integral

Ingredientes:

1 ovo

40g açúcar de coco

50g açúcar

60g manteiga

20g óleo de coco

100g flocos de aveia

15g farinha integral

5g fermento

Preparação:

  1. Bater o ovo com o açúcar de coco e o açúcar em pó
  2. Derreter a manteiga e o óleo de coco
  3. Misturar os flocos de aveia na manteiga e óleo de coco
  4. Misturar o preparado do passo 1 com o do passo 3
  5. Adicionar a farinha e o fermento
  6. Misturar bem
  7. Colocar pequenas porções da massa sobre papel vegetal (atenção que a massa alarga muito!)
  8. Levar ao forno a 170ºC com ventilação durante cerca de 15 minutos

 

 

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Corações - Violencia no Namoro_Page_01

Nas escolas, através da educação para a cidadania, educação para a saúde e intervenção de profissionais especializados na matéria, o problema da violência no namoro é um tema recorrente.

Há alguns anos que no Agrupamento de Escolas de Santa Maria Maior, este é um tema trabalhado com os alunos com a colaboração de excelentes profissionais (GAF e UCC) com o objetivo de aprofundar nos alunos a sua consciência crítica relativamente às desigualdades e à violência nas relações, assim como criar condições para o envolvimento ativo dos jovens na sensibilização dos seus pares e da comunidade envolvente relativamente a este tema.

Como é possível?

“Nunca o amor romântico pode justificar a violência”

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