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Archive for Março, 2013

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GABINETE DE APOIO AO JOVEM

O Gabinete de Apoio ao Jovem tem tido a visita de alguns dos nossos jovens que procuram, junto de técnicos habilitados na área da saúde, ajuda para os seus problemas, dúvidas e ainda para um momento de conversa descontraída e num ambiente de boa disposição.

O que é o Gabinete de Apoio ao Jovem?

O Gabinete de Apoio ao Jovem pretende ser um espaço de natureza (in)formativa, pedagógica e confidencial onde o jovem pode conversar, esclarecer dúvidas e a adquirir a informação que necessita para construir  uma vivência mais informada, mais gratificante, mais autónoma e mais responsável.

Este Gabinete coloca à disposição do jovem uma equipa de profissionais de educação e profissionais da saúde, devidamente qualificada, visando o apoio, a informação e encaminhamento do aluno na área da saúde.

Tens dúvidas?

Estamos aqui para te ajudar!

O GAJ espera por Ti!

Queres conhecer melhor o GAJ?

Lê a entrevista feita pelas alunas Ana Sousa e Francisca do 7º E à enfermeira Ana Sousa, professora da Escola Superior de Saúde.

Entrevista à Enfermeira

Ana Sousa no GAJ3

No âmbito da disciplina de Português, a nossa   professora incumbiu-nos da realização de uma entrevista para aplicarmos o que   aprendemos quando estudamos esta tipologia textual. Perante algumas dúvidas   sobre quem iríamos entrevistar, resolvemos entrevistar Ana Maria Sousa, uma   das Enfermeiras que colabora na dinamização do GAJ (Gabinete de Apoio ao Jovem),  com o objetivo de   esclarecer os alunos sobre a importância deste espaço.

Aluna: Boa tarde, Enfermeira Ana, é desde já um prazer poder contar consigo. Gostaríamos que iniciasse esta entrevista falando-nos um pouco de si. O que mais gosta na sua profissão?

Enfermeira: Chamo-me Ana Maria Seco Alves de Sousa, tenho 54 anos, sou casada, nasci em Angola, vivo em Viana do Castelo desde 1978. Sou mãe de três rapazes, o mais velho com 27 anos já formado, o filho do meio com 24 anos, que se encontra a terminar o curso, e o mais novo com 15 anos a frequentar o 10º Ano, numa escola desta cidade.

Aos 17 anos vim de Angola, fui residir para Ponte de Lima, mas realizei o percurso de formação do ensino secundário na Escola de Santa Maria Maior (antigo Liceu de Viana do Castelo). Em 1980 ingressei na Escola de Enfermagem de Viana do Castelo, atual Escola Superior de Saúde, hoje integrada no Instituto Politécnico de Viana do Castrelo – IPVC e terminei o Curso de Enfermagem Geral em Dezembro de 1982. De Janeiro de 1983 a Fevereiro de 1988, exerci funções de Enfermeira nos serviços de Cirurgia e Consultas Externas do Hospital Distrital de Viana do Castelo, atual Unidade Local de Saúde do Alto Minho. De Março de 1988 até este momento (2013), exerço funções de docência na Escola Superior de Saúde do IPVC. Durante este período de exercício profissional, realizei a formação especializada em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria (1991) e o Curso de Pedagogia Aplicada ao Ensino de Enfermagem (1995).

O que mais me agrada na minha profissão é a possibilidade que tenho de poder ajudar as pessoas a promoverem a sua saúde e restabelecerem-se do (s) seu (s) percurso (s) de doença, cuidar das pessoas com afeto, compreender o seu sofrimento, respeitar os seus direitos, mas ajudá-las a participarem em todos os cuidados que prestamos; dar as pessoas com saúde ou quando doentes a oportunidade de decidirem os cuidados que desejam e têm direito, agir de acordo com a ética profissional, é um imperativo dos cuidados de enfermagem.

Aluna: O que é que a Enfermeira faz, para além de se dedicar à sua profissão e ao GAJ?

Enfermeira: Sou Enfermeira há trinta anos, estou há vinte e quatro anos na Escola Superior de Saúde, sou professora, leciono diversos conteúdos temáticos da área científica da Enfermagem, faço a orientação de estudantes em estágios quer no hospital quer no Centro de Saúde ou outros contextos de práticas na comunidade, sou voluntária do Banco Alimentar contra a Fome e membro efetivo da Associação CARPE (Centro de Atendimento e Reabilitação PsicoEducativa), de Viana do Castelo. Participei e fui elemento da direção de duas Associações de Pais, a do Agrupamento das Escolas de Darque (EB1/2 Senhora das Oliveiras) e das Escolas do Atlântico (EB2/3 Drº Pedro Barbosa) Viana do Castelo.

Aluna: Para além da Enfermeira, há outras pessoas a apoiar no GAJ? Quem?

Enfermeira: Somos uma equipa da Escola Superior de Saúde. Contamos com a Enfermeira Teresa Araújo, tendo esta a função de Coordenação deste Projeto por parte da nossa Escola; as nossas colegas Enfermeiras Crisália Silva e Joana Ferreira em função de voluntariado; a Professora Paula Cerqueira, no papel de Coordenadora do Projeto de Educação sexual na Escola com a colaboração da Professora Zélia Costa e eu.

Aluna: Como surgiu a ideia de colaborar com o GAJ na nossa escola?

Enfermeira: O GAJ surge na sequência do Projeto FREI (A) – formação na Rota da Educação Integral do Adolescente, que decorreu no ano de 2006/2009, cujos objetivos gerais eram: Promover a saúde numa perspetiva holística; desenvolver competências pessoais e sociais; inovar as práticas pedagógicas. Os resultados deste projeto foram muito positivos para a formação pessoal de estudantes e professores e, avaliadas outras necessidades que emergiram e foram igualmente identificadas pelos estudantes, entendemos assim criar um espaço que se pretende ser utilizado por todos os jovens desta escola que desejem partilhar as suas dúvidas e necessidades muito específicas com professores e educadores da área da saúde. Os professores da Escola Superior de Saúde surgem, assim, como membros efetivos desta equipa e intervenientes nestes dois projetos, depois de estabelecido um Protocolo de parceria entre as duas Instituições – A Escola Frei Bartolomeu dos Mártires e a Escola Superior de Saúde.

Aluna: Sabemos que o GAJ é um espaço para ajudar os jovens. Em que medida o GAJ pode ajudar um aluno a resolver algumas dúvidas?

Enfermeira: O GAJ é um espaço de atendimento ao jovem, onde utilizamos o anonimato como forma de preservar a confiança e a segurança na relação que se estabelece entre o estudante e o educador/técnico de saúde, com o objetivo de esclarecer as dúvidas apresentadas, procurando orientar e partilhar algumas estratégias para a resolução dos problemas apresentados. Quando os educadores identificam necessidades de resolução de problemas ou dúvidas que saem da sua “esfera” de competências, tentam com o consentimento do jovem, perceber e analisar se este já procurou ajuda de outros técnicos fora do contexto escolar e entender se o problema em causa já foi partilhado em família.

Aluna: Muitos jovens não têm à vontade para falar aos pais sobre questões relacionadas com a sexualidade. Considera que aqui se sentirão mais à vontade? Por quê?

Enfermeira: Entendo que este espaço está a ser importante para partilharmos estas ideias com os jovens. Aqui, também motivamos e refletimos sobre a importância deles construírem a confiança na relação com as suas famílias. Mas, analisada a sua questão, de facto, os jovens referem que se sentem mais a vontade abordando as questões da sexualidade e dos afetos neste espaço, porque podem fazê-lo de forma mais “aberta/natural” e sem constrangimentos. Com os Pais entendem ser “difícil” e estão “pouco à vontade”.

Aluna: Para além de falar sobre sexualidade, também outros assuntos podem ser abordados? Que tipos de dúvidas surgem com mais frequência neste espaço?

Enfermeira: Todos os assuntos ou questões que preocupam os jovens e que tenham necessidade de partilhar/resolver. Neste momento, as questões que têm sido mais solicitadas e abordadas pelos estudantes relacionam-se, para além da sexualidade e dos afetos, com aspetos ligados ao desenvolvimento físico, emocional, a gestão do stress, sobretudo antes das provas de avaliação, relacionamento com os colegas e problemas da imagem (obesidade, baixa autoestima e confiança). Por vezes, também abordam e solicitam orientações pelo fato de dormirem mal, sentirem-se ansiosos pelos testes, a alimentação mais adequada para a idade, sobre o aparelho reprodutor masculino e feminino, o surgimento do primeiro período menstrual. (menarca), ou ainda a sua ausência.

De uma forma geral, começam sempre por abordar outro assunto, não indo diretamente ao tema desejado, são poucos os jovens que são diretivos e assertivos naquilo que desejam ver esclarecido. As questões associadas à sexualidade são, na verdade, um dos assuntos mais procurados neste espaço do GAJ. Os alunos tentam sempre procurar o espaço e a ajuda necessária, chegando muitas vezes acompanhados com outro colega/amigo (a), referindo de este modo sentirem maior segurança e confiança, para poderem abordar os vários assuntos que os preocupam, muitas vezes comum ao grupo de jovens da turma ou das relações mais estreitas.

Aluna: O GAJ é muito procurado ou os alunos ainda não o procuram como seria desejável?
Enfermeira: O GAJ já funcionou no ano letivo 2011/12 e, de fato, apesar da divulgação realizada e das diversas estratégias utilizadas, não foi procurado por muitos alunos, o que acabou por não corresponder muito às nossas expetativas, deste modo não conseguimos compreender e avaliar as razões da pouca afluência. Este ano letivo utilizaram-se outras e novas estratégias, entre elas, conseguimos programar com a colaboração das Diretoras de Turma em sala de aulas, a divulgação do trabalho já realizado e o que se pretendia dinamizar e divulgar neste espaço e esperamos assim que resulte em maior número de jovens a procurar o GAJ.

Aluna: Gosta de trabalhar com jovens da nossa idade? Por quê?

Enfermeira: Muito, gosto muito. Apesar do que se julga, são jovens solidários, sensíveis aos problemas que os rodeiam, afáveis e sociais, ansiosos por aprender e partilhar as suas dúvidas e experiências com as pessoas mais velhas. Tem sido uma experiência de aprendizagem muito “rica” e gratificante em termos pessoal e profissional.

Aluna: Em sua opinião, o GAJ consegue ajudar todos os alunos que aqui procuram ajuda?

Enfermeira: Ajuda no sentido das áreas temáticas que desejam e procuram e que os jovens aqui trazem para partilhar e encontrarmos as estratégias adequadas. Quando a problemática ultrapassa a nossa área de competências, temos que seriar, avaliar e encaminhar para outros profissionais, partilhando sempre essa necessidade com o jovem, os professores e, se necessário e adequado, com os pais, depois de auscultada a opinião deste.

Aluna: Qual o melhor episódio que ocorreu na sua carreira?

Enfermeira: Durante a minha carreira profissional surgiram sempre vários episódios muito marcantes e que se tornaram gratificantes. Quando as pessoas e as suas famílias nos reconhecem ao passar na rua, depois de muitos anos, se lembram de mim, do tempo em que estiveram internados e manifestam gestos carinhosos e de reconhecimento por termos ajudado a recuperarem a sua saúde, partilhando a sua alegria, sentimos que vale a pena investir e trabalhar nesta área tão vasta, mas também específica. Depois de alguns minutos em comunicação/diálogo, lembro-me muitas vezes das pessoas e reconheço que o nosso esforço é muito compensado, pois ajuda-nos a gostar ainda mais do nosso trabalho e da profissão que exercemos a pensar no bem-estar dos outros que cuidamos.

Em termos do meu trabalho, como professora, é igualmente muito gratificante, quando encontramos ex-alunos, quando sentimos e partilhamos as suas experiências como profissionais e se lembram de ter sido muito importante tudo aquilo que lhes ensinamos e transmitimos no processo formativo, é bom os ex- alunos acharem que fomos uma mais-valia para eles e para a sua carreira profissional.

Aluna: Gostaria de deixar alguma mensagem aos nossos colegas?

Enfermeira: Sejam solidários, estejam presentes ajudando os colegas que mais necessitam do vosso apoio, não utilizem a violência, partilhem as vossas dificuldades com professores, colegas e venham ao espaço do GAJ sempre que sentirem ser útil. Utilizem este espaço para partilhar as vossas dúvidas, e porque não, também, de forma mais informal.

Aluna: Muito obrigada por nos ter cedido este tempo e por dar tanto de si no GAJ, um espaço que está disponível a todos nós.

                      Entrevista conduzida pelas alunas:

                          Ana Sousa & Maria Francisca Antunes

    7º E do Agrupamento de Escolas Frei Bartolomeu dos Mártires

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Semana da saúde

semana da saúde          frei

A equipa da Promoção e Educação para a Saúde, com colaboração de algumas instituições que trabalham diretamente na área da saúde, promove a II edição da Semana da Saúde entre os dias 11 e 15 de março. Esta tem como principal objetivo promover estilos de vida saudáveis junto da comunidade educativa em geral e dos jovens em particular.

Durante a semana vamos falar de saúde e da forma como os nossos comportamentos e estilos de vida influenciam o nosso bem-estar. Prevenir doenças, adotar uma alimentação saudável e equilibrada, aumentar a prática regular de atividade física, saber lidar com os afetos e prevenir comportamentos de risco são iniciativas que dependem de cada um de nós. Junto dos profissionais das várias entidades públicas e privadas participantes no Programa poderemos encontrar informações e conselhos úteis e dar o primeiro passo para melhorar a nossa qualidade de vida.

Ao alcance de todos estarão rastreios, workshops e sessões de sensibilização sobre Alimentação, (no âmbito do Projeto Pode), Postura Corporal, Prevenção e Combate à Violência de Género, VHP2/ Vírus do Papiloma Humano, Consumo Responsável e Peddy Paper sobre Sexualidade (s), atividades lúdicas na BE / CRE e atividade Física, entre outras ações.

Esta semana dedicada à saúde termina com um Encontro para Pais e Encarregados de Educação subordinado ao tema “Viver e descontrair – Contributos do Ioga”, com o objetivo de mostrar que o Ioga pode contribuir para melhorar o bem-estar, a comunicação e a relação com o filho (a) / Educando(a).

Esta ação será dinamizada pelas oradoras Ana Maria Seco Alves de Sousa (Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria) e Glória Bernadete Lajoso (Professora de Ioga e Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação) Professoras da Escola Superior de Saúde do IPVC de Viana do Castelo, entidade que tem dado um grande contributo à dinamização do Gabinete de Apoio ao Jovem (GAJ) na nossa Escola.

O Agrupamento de Escolas Frei Bartolomeu dos Mártires agradece a todas as entidades públicas e privadas que se disponibilizaram para dinamizar as atividades da II Semana da Saúde.

Atividades da Semana da Saúde

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