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Archive for Dezembro, 2010

Dia Mundial da luta contra a SIDA

A equipa PES distribuiu mensagens, canetas e pins a toda a comunidade escolar para que ninguém se esquecesse deste dia tão importante.

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Os alunos do 8ºB e as professoras Joana Dias e Joana Costa criaram este cartaz que está exposto no nosso polivalente. Não deixamos que esta data fosse esquecida na nossa Escola.

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SIDA: trabalho do 8ºC

Os alunos do 8ºC da nossa escola fizeram um powerpoint alusivo ao tema da SIDA no nosso distrito. Uma vez que é  do interesse de todos, fica aqui o trabalho dos teus colegas para que o possas consultar:

SIDA

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Sob o tema “Acesso Universal e Direitos Humanos“, o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA de 2010 é celebrado nesta data em todo mundo. E porque achamos que é uma luta a nível mundial e que tem a ver com a consciência de todos, decidimos, em Área de Projecto trabalhar esta temática, no âmbito da Promoção e Educação para a Saúde. Entre outras actividades, demos primazia ao contacto directo com alguém que trabalha com pessoas que vivem esta problemática.

Solicitamos assim uma entrevista ao CAD (Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH/SIDA), da Unidade Local de Saúde do Alto Minho para ficarmos a perceber melhor sobre o que é afinal a SIDA. Do contacto inicialmente realizado, foi-nos indicada a psicóloga Sofia Mendo que nos recebeu no seu local de trabalho, mostrando-se disponível para nos ajudar com esta entrevista e disponível para esclarecer dúvidas sobre este tema a todas as pessoas que a procurem.

Alunos: Boa tarde Doutora Sofia, antes de mais queremos agradecer a disponibilidade para nos receber. Estamos perante uma problemática que afecta muitas pessoas, pelo que gostaríamos de começar por lhe perguntar quais são os principais sintomas do VIH-SIDA?

Psicóloga Sofia Mendo: Bem… existem diversos sintomas, tais como sintomas iguais aos da gripe, febre, suores, dor de cabeça, de estômago, nos músculos e nas articulações, fadiga, dificuldades em engolir, entre outros. Também pode acontecer de uma pessoa VIH-positiva não apresentar sinais da doença, aparentando mesmo um estado saudável durante um período de tempo que pode durar vários anos.  No entanto, essa pessoa está infectada e, porque o vírus está presente no seu organismo, pode, durante todo esse tempo,  transmiti-lo a outra pessoa.Mas para mais informações podem consultar os seguintes sites: www.sida.pt; www.portugalgay.pt.

Alunos: Há algum medicamento que um doente com VIH-SIDA deva tomar?

Psicóloga Sofia: A medicação chama-se anti-retrovíricos, pois não existe apenas um medicamento. Estes medicamentos retardam a multiplicação do vírus e previnem as doenças oportunistas. Mas nem todas as pessoas que estão infectadas têm de tomar logo a medicação, depende do organismo de cada pessoa. É sempre necessário fazer uma avaliação ao doente.

Alunos: As pessoas infectadas pelo vírus podem deixar de estar prevenidas quando tiverem relações sexuais?

Psicóloga Sofia: De maneira nenhuma! A transmissão sexual é a principal via de transmissão da infecção VIH em todo o mundo. Essas pessoas, quando não se previnem, correm o risco de ficarem de novo infectadas e até ficarem com outras doenças. Além disso colocam em risco o seu parceiro. Devem usar sempre o preservativo.

Alunos: Como é que as pessoas podem passar o vírus para outras?

Psicóloga Sofia: As pessoas podem ficar infectadas através de relações sexuais, como já disse, além disso, outra via de transmissão é o contacto com sangue infectado, pelo que a partilha de seringas, agulhas, escova de dentes, lâminas de barbear e/ou material cortante com a pessoa infectada pelo VIH constitui risco de transmissão. Também de mãe para o filho durante a gravidez, parto e/ou amamentação. Se a mãe estiver infectada pode transmitir a infecção ao bebé durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais. A SIDA é das poucas doenças em que o indivíduo escolhe se quer ficar infectado ou não, ou seja, decide se tem relações sexuais protegidas ou não.

Alunos: Quais dos dois sexos, feminino ou masculino, tem mais probabilidades de contrair o vírus?

Psicóloga Sofia: O sexo feminino. As mulheres têm mais probabilidades de contrair o vírus.

Alunos: Duas pessoas têm relações sexuais, e um deles descobre que tem VIH-SIDA. O parceiro também tem o vírus?

Psicóloga Sofia: Depende. Por exemplo, uma mulher teve relações sexuais com um homem. No dia seguinte descobre que apanhou o vírus VIH-SIDA, se esse homem foi a única pessoa com quem teve relações sexuais desprotegidas, ele também estará infectado pelo vírus, mas se teve mais relações sexuais desprotegidas com outros parceiros ela poderá ter apanhado o vírus noutra relação e não ter passado para o parceiro mais recente.

Alunos: Há alguma prática sexual em que não se contraia o vírus?

Psicóloga Sofia: Não. Todas as práticas sexuais têm probabilidades de risco, mas há práticas com mais ou menos probabilidades de contrair o vírus. Todas as pessoas sexualmente activas que têm relações sexuais não protegidas, correm este risco. Os jovens, por terem relações espontâneas e apreciarem as frequentes mudanças de parceiros, são o grupo mais vulnerável, excepto se procurarem manter relações sexuais protegidas (preservativo) desde o início da relação.

Alunos: No distrito de Viana do Castelo, qual é a faixa etária e o sexo mais infectada pelo vírus? Quantos são os sobreviventes?

Psicóloga Sofia: Até Março de 2010, fizemos um estudo e descobrimos que havia 237 pessoas infectadas com o vírus só no distrito de Viana do Castelo, das quais 53 são mulheres e 184 são homens. Desses 237, já morreram 57. A faixa etária mais afectada é a dos 30-34 anos. Dos 237 infectados, 31 são homossexuais, 71 são toxicodependentes e 118 são heterossexuais.

Alunos: Bem, muitas são as perguntas que poderíamos fazer, mas por hoje ficamos por aqui. Muito obrigada pela sua ajuda.

Psicóloga Sofia: De nada, foi um prazer ajudar-vos. Até para a próxima! 

Terminamos a nossa entrevista, sem antes deixarmos a informação que Portugal é o número um na lista de infecções de HIV/Sida entre os consumidores de drogas na Europa e aquele onde o número de mortes devido à droga mais subiu.

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